Uma viagem pelos meus sonhos, meus pensamentos, meus amores, meus desejos, minhas fantasias... minha poesia! Gosto de toda forma de poesia; vejo poesia em tudo. Nas frases simples ditas por pessoas simples; no perfume das flores, no barulho das ondas do mar, no por do sol, no olhar puro de uma criança... Enfim, sou uma Poeta amadora e gosto de ser... Jamais serei uma Poeta profissional, posto que perderia a ternura das pessoas simples...
domingo, 25 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Desertor
Oh, príncipe, por que tu desertaste?
Não sabes, me fizeste grande mal
Abandonando a rainha que amaste
Causaste dor profunda e fatal
Aquele puro coração tu lanceaste
Tão fundo qual um bruto fariseu
Mas sou forte, traidor, não me mataste
Ébrio louco, tua rainha não morreu!
Ela das cinzas retornou, Fênix rara
Brilhando como raios de luar
O coração dos Encantados nunca para
Nunca morre, nunca deixa de amar!
Pra você, Eduardo, um falso príncipe encantado...
QUEM SOU EU?
Existe dentro de mim
duas mulheres opostas
que duelam entre si,
lutam para mostrar a sua face.
Quisera que uma nunca surgisse
(a vingadora sem piedade).
Se eu pudesse só veria
a poeta das trovas simples,
a cantora das noites enluaradas,
a sonhadora dos verdes anos,
dos eternos 15 anos...
Ah, se eu pudesse nunca veria
a mulher triste e odiosa
que traz no olhar a morte
e no coração o ódio eterno.
E nessa maldita dicotomia
eu me pergunto: quem sou eu afinal?
Sou a companheira das noites mornas de Copacabana...
Ou serei demônio, justiceira, matadora?
Existe dentro de mim
duas mulheres opostas
que duelam entre si,
lutam para mostrar a sua face.
Quisera que uma nunca surgisse
(a vingadora sem piedade).
Se eu pudesse só veria
a poeta das trovas simples,
a cantora das noites enluaradas,
a sonhadora dos verdes anos,
dos eternos 15 anos...
Ah, se eu pudesse nunca veria
a mulher triste e odiosa
que traz no olhar a morte
e no coração o ódio eterno.
E nessa maldita dicotomia
eu me pergunto: quem sou eu afinal?
Sou a companheira das noites mornas de Copacabana...
Ou serei demônio, justiceira, matadora?
Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro
sábado, 17 de março de 2012
Zanzibar
A maré me lançou à beira-mar
Castigou o meu corpo e me afagou
De um só golpe o vestido me arrancou
Lambuzei-me de areia, sol e mar
Minha praia era sim, meu céu, meu lar
Minha barca era a lua e eu sonhei
Que em teus braços estava e eu te amei
Vendo estrelas no céu de Zanzibar
E caí nas ondas do quebra-mar
Dias, noites, semanas, eu nadei
Meu amado foi embora e eu chorei
Mergulhei na espuma do rio-mar
E debalde buscava te encontrar
Lua cheia foi embora e eu fiquei...
As margaridas...
Quando eu estiver feliz, me dê as de cor rosa
E deixe livre a mulher, linda e prosa...
Quando eu estiver amando, me dê a vermelha
Que traz amor, paixão, fogo e centelha
Quando eu estiver casando, me dê a amarela
Que enfeitará a minha casa e fará a minha vida mais bela...
Quando eu estiver cansada, me dê as de cor lilás
Que me dará consolo, amparo e talvez paz...
Quando eu estiver partindo, me dê a branca
E nada mais levarei e nada mais quero... sou franca!
E deixe livre a mulher, linda e prosa...
Quando eu estiver amando, me dê a vermelha
Que traz amor, paixão, fogo e centelha
Quando eu estiver casando, me dê a amarela
Que enfeitará a minha casa e fará a minha vida mais bela...
Quando eu estiver cansada, me dê as de cor lilás
Que me dará consolo, amparo e talvez paz...
Quando eu estiver partindo, me dê a branca
E nada mais levarei e nada mais quero... sou franca!
RONDEL DA MARGARIDA
A minha flor preferida
Enfeita a minha janela
Sou louca por margarida
Tenho branca e amarela
Dentre as flores a mais bela
Sempre viva e colorida
A minha flor preferida
Enfeita a minha janela
Quando estou triste, sentida
Logo vou pra perto dela
Sempre alegra a minha vida
No jardim é uma estrela
A minha flor preferida!
A minha flor preferida
Enfeita a minha janela
Sou louca por margarida
Tenho branca e amarela
Dentre as flores a mais bela
Sempre viva e colorida
A minha flor preferida
Enfeita a minha janela
Quando estou triste, sentida
Logo vou pra perto dela
Sempre alegra a minha vida
No jardim é uma estrela
A minha flor preferida!
Poesia impossível
Dia triste, noite fria
A brisa do mar acaricia
Águas turvas, estranha alquimia
Bares, cabarés, licores, boemia
No olhar, calmaria
No corpo, apatia
Coração dos homens... tirania
Minha alma... rebeldia
Luz solar irradia
Manhã principia
No peito, sempre a melancolia
doentia
Visão pouca, miopia
Paisagem sombria
Interminável travessia
Impossível poesia...
Dia triste, noite fria
A brisa do mar acaricia
Águas turvas, estranha alquimia
Bares, cabarés, licores, boemia
No olhar, calmaria
No corpo, apatia
Coração dos homens... tirania
Minha alma... rebeldia
Luz solar irradia
Manhã principia
No peito, sempre a melancolia
doentia
Visão pouca, miopia
Paisagem sombria
Interminável travessia
Impossível poesia...
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